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Londres [3ª parte e um crumble de vegetais]



















































Com este post, termino os relatos sobre a minha recente escapadela a Londres.
Para quem não leu os anteriores (aqui e aqui), esta aventura foi impulsionada, e em parte patrocinada, pelo meu grupo de amigos, que nos meu 40 anos me surpreenderam com vouchers para workshops no Recipease e um pé-de-meia para a viagem.

Com amigas a viver em Londres, estas miniférias foram ainda mais especiais. Tivemos companhia praticamente a todas as refeições e deixámo-nos guiar pelas escolhas e sugestões de quem já conhece bem a cidade.
Quase não fotografei os restaurantes e a comida, mas não queria deixar de fazer um pequeno registo sobre os sítios por onde passámos. O meu preferido foi o Tom's Kitchen e mais abaixo encontram uma receita de crumble de legumes, que pretende ser uma aproximação ao que eu comi no brunch que lá fizemos. Enjoy!

Pret a Manger - uma cadeia de refeições e snacks rápidos muito parecida com a nossa Go Natural. Por muitos planos que se possam ter sobre sítios a experimentar em Londres, a cidade é tão grande, que não é fácil conseguir cumprir a lista. Quando a fome apertou e já sem pernas para procurar outras hipóteses mais famosas para o almoço, o Pret a Manger foi uma opção que se revelou acertada: sanduíches frescas, com conjugações interessantes de ingredientes, variedade de sumos naturais e atendimento muito simpático.

Busaba - comida tailandesa óptima. Serviço rápido, ambiente cosmopolita, staff simpático. Gostei bastante.

Budha-Bar - cozinha asiática e de fusão. Para além do sushi, o forte são os pratos de inspiração chinesa e tailandesa. Aqui, comi um prato vegetariano com batata doce como ingrediente principal muito interessante, sobretudo pelas especiarias usadas. Um restaurante com decoração, ambiente e música de tipo 'clubbing', à falta de melhor palavra para o descrever!

Bread Street Kitchen  (mosaico de fotos inicial) - um dos muitos restaurantes de Gordon Ramsay. Enorme mas bem decorado e confortável, com menus relativamente acessíveis, sobretudo quando comparado com os seus conceitos reconhecidos com estrelas Michelin. A comida era muito boa - as pizzas de flat bread e o macaroni and cheese que pedimos de entrada eram absolutamente deliciosos. Foi um dos jantares mais divertidos da estadia, porque éramos oito, todos portugueses, quatro a viver em Londres, quatro de passagem, vivências comuns pelo meio, coincidências engraçadas e bom vinho a acompanhar.
No início do jantar, quando os últimos convivas chegam para se juntar ao grupo, surge a notícia bombástica: o Gordon Ramsay está no restaurante, a jantar com a família. Automaticamente, sete vozes em uníssono dirigem-se à minha pessoa: "Tens de lá ir! Já viste que coincidência?! Vai lá tirar uma foto com ele!".
Bem, quem me conhece, sabe que eu não sou nada de interpelar desconhecidos, quanto mais famosos. Mas pronto: era o Gordon Ramsay. E eu já tinha bebido um gin. Respirei fundo e dirigi-me à mesa onde me tinham dito que ele estava. Muitas cabeças loiras. Ele na ponta. Interrompi da forma mais educadamente e simpática que consegui, apresentando-me como uma food blogger portuguesa que não queria acreditar na sorte em vê-lo ali.
Infelizmente, o entusiasmo não foi recíproco. O homem olhou para mim com a cara mais chateada que vocês podem imaginar (o que não é muito difícil, se seguem os seus programas na SIC Radical) e apeteceu-me logo fugir. Mas não, como sou uma verdadeira crente, ainda perguntei se podia tirar uma foto com ele. Claro que não podia, que estupidez a minha! Estava a jantar com a família e não podia fazer pose durante os segundos que demora a fazer clique na câmara do telemóvel. Pedi imensa desculpa, pela minha ousadia e falta de consideração, em inglês macarrónico devido ao nervosismo e à vergonha misturados em partes iguais, e já me dirigia para a minha mesa quando, mantendo o tom enfadado, me pergunta se eu já estou de saída; caso não esteja, posso falar com o seu manager e combinar com ele o momento da fotografia. Agradeci e voltei para a minha mesa, aliviada por já não ter aquela cara enorme a olhar para mim com ar de desdém. Obviamente não falei com manager nenhum e não há foto para mais tarde recordar. O jantar continuou animado e quando saímos, nem sinal de Mr. Ramsay.

Tom's Kitchen (mosaicos de fotos 2, 3 e 4) - foi aqui que fizemos o brunch de domingo e gostei mesmo muito. Da decoração, da comida, do ambiente. O serviço foi um pouco lento, mas como estávamos numa de preguiçar, não foi nada de dramático. Houve quem escolhesse algo mais tradicional como Eggs Royal, eu escolhi um crumble de vegetais, com umas batatas fritas polvilhadas com parmesão, a acompanhar (confesso: batatas fritas são o meu guilty pleasure). Tudo óptimo. Para beber, havia diversos sumos naturais, uns mais detox do que outros, e houve quem não dispensasse um final doce, como uma tarte de chocolate intenso. Durante o tempo que aqui estivemos, namorei o livro Fish, do fundador do restaurante, e já decidi que vai ser a minha próxima aquisição.

A receita que se segue foi inspirada no crumble desse brunch. Não ficou igual, apenas ligeiramente parecido, mas igualmente saboroso.

Boa semana!
















CRUMBLE DE LEGUMES

Para 4 doses, como entrada

1/2 couve coração ( ou 1 se for pequena)
2 cenouras
1 talo de alho francês
1 cebola grande
3 dentes de alho
2 chávenas + 1/2 chávena de espinafres
1/2 copo de vinho branco
2 chávenas de queijo ralado
2 chávenas de pão ralado com espinafres e alho (2 pães de mistura da véspera)
1 colher de sopa de farinha
Azeite qb
Leite qb
Sal e pimenta preta qb

Numa frigideira colocar um fundo de azeite, a cebola laminada e dois dentes de alho picados.
Deixar alourar e juntar a couve e a cenoura partidas em juliana. Deixar saltear um pouco e juntar o alho francês, mexer e refrescar com o vinho branco. Temperar de sal e pimenta e deixar cozinhar uns 15 minutos em lume médio. Se estiver com pouco líquido juntar um pouco de água.
Entretanto ligar o forno nos 180º e untar 4 tarteiras ou ramequins com azeite.
Prove os legumes e, se já estiverem al dente, junte uma colher de sopa bem cheia de farinha. Envolva bem e junte leite aos poucos. Mexa até estar tudo bem envolvido e cremoso, uma espécie de béchamel. Retifique os temperos, retire do lume e junte duas chávenas de espinafres e uma chávena de queijo ralado, envolvendo bem. Divida pelos recipientes e cubra com o pão ralado misturado com o restante queijo (para o pão ralado, rale o pão num processador de cozinha com 1/2 chávena de espinafres e um dente de alho). Leve ao forno cerca de 15 minutos até estar bem tostado e a borbulhar.


Londres [2ª parte, com Hot Wraps & Quesadillas]



































Conseguir que este post visse a luz do dia não foi fácil.
Em Londres tirei tantas fotografias, que seleccioná-las foi um verdadeiro desafio.
Decidi por isso fazer mais duas 'reportagens': esta, sobre os mercados e a comida de rua, e ainda um outro, em que vos falarei dos restaurantes (e onde vos contarei como foi o meu encontro imediato com Mr. Ramsay...).
No final deste post, uma pequena homenagem, em forma de receita, à street food.

Comecemos por Camden, um labirinto interminável de lojas e bancas de roupa, de bijuteria e acessórios, bancas de quadros e ilustrações, bancas de comida. São mercados dentro de mercados. Camden Lock, Camden Market, Stables Market... A certa altura, quando já não sabíamos bem onde estávamos, damos de cara com o Night Market, um mercado de comida e música ao vivo, com algumas das bancas mais giras que vi nestes dias. Aqui, as bancas não eram de asiáticos, italianos ou mexicanos: eram de ingleses, malta nova, com conceitos de comida de rua originais e apresentação muito cuidada. Apetecia provar tudo!































No dia seguinte, rumámos a Notting Hill. Era o dia dos workshops no Recipease, mas deu tempo para passear em Portobello Road. Apesar do sábado ser o dia mais famoso da feira de velharias e antiguidades, à sexta-feira a rua já se enche de vendedores de artigos usados, nomeadamente loiça e objectos de decoração. Mas aqui velharias há poucas, o que significa que os preços não são nada meigos. Esta zona tem também muitas lojas para explorar. Para além das lojas permanentes de objectos antigos, é aqui que fica a Hummingbird Bakery, a Cath Kidston, a Books for Cooks, a Spice Shop. E é também em Notting Hill que fica um dos restaurantes de Yotam Ottolenghi, que infelizmente não consegui visitar. No final do dia, depois de palmilhados muito quilómetros (estávamos instalados em Chelsea), soube bem comer um cupcake no bonito Battersea Park, junto ao rio.






 

No sábado de manhã, o destino só podia ser um: Borough Market. Um sonho de mercado. As bancas são bonitas, arranjadas, decoradas. Os produtos têm óptimo aspecto (e os preços são a condizer). A oferta é tão diversificada - tanto em produtos como em comida pronta a comer ou a levar - que se podem encontrar coisas tão sui generis como sumo de relva, hambúrgueres de camelo e de canguru, concentrados naturais para fazer sumos verdes, lebres e outros animais de caça frescos (ainda com a pele e as penas), e muito mais. Almoçámos aqui e o difícil foi escolher: havia bancas de hambúrgueres, de pies, de bocadillos, de comida indiana e até uma banca com sandes de leitão assado no espeto. Eu comi um hamburguer de vegetais e halloumi em pão de sementes; o G. comeu um hambúrger de canguru no pão (porque o de camelo estava esgotado, arghhh), e a nossa amiga L. escolheu um mini-empadão do Pie Minister.
O café foi tomado ao lado do mercado, no Monmouth, onde, segundo consta, se bebe o melhor café de Londres. Enquanto aguardamos na fila, faz-nos companhia The Shard, o edifício mais alto da cidade. Ainda ao lado do mercado, vale a pena visitar a Neal's Yard Dairy, uma loja de queijos que é um autêntico paraíso para o pequeno ratatui que há em cada um de nós ;)





Guiados pela L.,  à tarde fomos conhecer o Maltby Street Market. Fica relativamente perto de London Bridge, em Bermondsey. Um dos lados da rua é composto pelos arcos de um viaduto de comboios, o que lhe dá uma magia especial. Há bancas de comidas, de bebidas, há uma padaria e algum artesanato (pelo que percebi, muitas destas lojas funcionam em regime pop-up), tudo com um ar muito cool e relaxado. Pelo menos para já, parece bem mais frequentado por locais do que por turistas. E foi aqui que encontrei a minha loja favorita de toda a viagem: a Lassco, uma loja de filme, um mundo em peças de decoração antigas e vintage, desde cadeiras de salas de cinema a baús e malas de viagem, de lustres a puxadores e números de porta, de brinquedos a máquinas de escrever. E tinha ainda a gama completa da Falcon. Havia que sair dali urgentemente!


















No domingo, o último mercado desta maratona: o mercado de flores de Columbia Road. Como se não bastassem as bancas recheadas e coloridas para nos perdermos, por detrás delas escondiam-se lojas lindas, a maior parte delas de artigos para jardinagem e decoração. É aqui que fica 'A Portuguese Love Affair', com todas aquelas coisas que nos enchem de orgulho: loiça Bordallo Pinheiro, peças da Alma Gémea, as conservas, os sabonetes Castelbel…
No final da rua, o momento surpresa do dia: música ao vivo pelas Sugar Sisters.

E foi assim, embalados pela música catita destas meninas, que partimos para o nosso brunch no Tom's Kitchen. Mas disso falarei no próximo post. Por agora fiquem com uma receita (na verdade, é mais uma sugestão), que costumo fazer cá em casa aos domingos à noite. Sim, porque cá em casa o domingo é dia de street food ;)





























HOT WRAPS & QUESADILLAS MEDITERRÂNICAS

Wraps/tortilhas de compra
Molho de tomate (uso caseiro)
Fiambre, milho, pimento, azeitonas, espinafres e outros ingredientes a gosto
Queijo mozzarella
Óregãos

Para os wraps:
Barre as tortilhas com molho de tomate. Espalhe por cima o fiambre aos pedaços e/ou os restantes ingredientes que pretende usar. Espalhe queijo ralado e salpique com óregãos. Enrole com cuidado - use palitos para ajudar a fechar - e leve ao lume numa frigideira anti-aderente, até ficarem bem quentes e douradas, com o queijo derretido. Estão prontos a servir.

Para as quesadillas:
Numa frigideira anti-aderente, coloque uma tortilha. Espalhe molho de tomate, seguido dos restantes ingredientes (como se fosse uma pizza; muitas vezes também faço esta versão pizza e para que o queijo derreta mais facilmente, coloco uma tampa na frigideira, para o calor não fugir). Coloque outra tortilha e deixe aquecer durante uns minutos em lume médio/alto. Vire com cuidado (use um prato, por exemplo) e deixe cozinhar mais um pouco. Sirva às fatias.

Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #3

lume brando's wishlist #3

9 - bule keep calm 10 - conjunto de taças + escorredor Falcon


Esmalte, esmalte e mais esmalte. É assim a minha mais recente lista de desejos. Por estes dias, as peças de loiça esmaltada são uma tendência não só enquanto props para fotografia de comida, mas também como peças de decoração em casas e cozinhas rústicas ou de estilo vintage. Se forem novas e de qualidade, como as da marca inglesa Falcon, podem mesmo ser usadas para cozinhar, servir e comer/beber.
Lembro-me de há muitos anos atrás, quando era ainda pequena, ter-se banido a loiça de esmalte de casa da minha mãe - e, imagino, da casa de muitos portugueses - por fazer mal à saúde. Julgo que tal tinha a ver com o chumbo existente nas tintas utilizadas, por isso, se comprarem loiça de esmalte antiga ou usada - em feiras de velharias, por exemplo - talvez seja mesmo mais seguro usá-las só para fotografia ou decoração. Em Londres, vi à venda imensa loiça apetitosa de esmalte, tanto em lojas como nos mercados de rua. Nova, usada, de cores lisas, com padrões florais, com mensagens, com passarinhos, com números... apetecia trazer tudo! O que me valeu foi o provador-mor estar sempre a alertar-me para o limite de peso da bagagem... Boa semana!

Londres [1ª parte e uma focaccia express]













Tudo começou em Janeiro, quando fiz 40 anos.
No fim do meu jantar de aniversário, um grande presente preparado pelos amigos: vouchers para dois workshops no Recipease e um pé-de-meia para a viagem (para além de um livro cheio de dedicatórias e fotografias, lindo, que me pôs a chorar nesse dia e nos seguintes).

Ficou logo decidido que a escapadela a Londres seria a dois, sem miúdos. Mesmo assim, era preciso que fosse em tempo de férias escolares, para que a logística de quem ficasse com os piratas não fosse demasiado complicada. E a data escolhida acabou por ser agora, no início de Setembro.

Foram cinco dias recheados de coisas boas que não cabem num post só. Este é sobre os workshops, mas quero mostrar-vos também os restaurantes onde comemos, os mercados por onde andámos e as lojas que conhecemos. Muitos desses sítios nunca os teríamos descoberto se não tivéssemos a sorte de ter amigas em Londres, que nos receberam de forma maravilhosa. Apesar de eu já ter estado em Londres noutras alturas, esta foi a primeira vez depois do bichinho da cozinha e do blog se ter instalado definitivamente, por isso foi uma viagem muito especial.

Comecemos então pelos workshops, que fiz no Recipease de Notting Hill. Inscrevi-me online, com antecedência, e escolhi-os de entre os temas disponíveis para o mesmo dia. De manhã foi o "Bread - Knead to know", ao início da tarde foi a vez da "Indian Street food". O espaço é muito giro e os funcionários são todos extremamente simpáticos. À volta da ilha gigante, onde são ministradas as aulas de cozinha, há comida pronta para levar, há conservas, compotas, loiça gira e livros para comprar e há uma cozinha à vista, de apoio ao restaurante que fica no piso de cima. Por incrível que pareça, fui a única aluna no workshop de pão! Tive a simpática chef Laura por minha conta, a ensinar-me uma massa básica de pão, a dar-me dicas sobre como amassar, dar diferentes formas e rechear, e a mostrar-me vários toppings que podemos usar. Aprendi também a fazer uma focaccia de rosmaninho que, incrivelmente, não precisou de levedar (apesar da receita - que recebi passados alguns dias por email - dizer para levedar). Foi um workshop simples mas divertido, com o chef Dan, que iria liderar depois o workshop de comida indiana, sempre a meter-se comigo e com a chef Laura. O chef Roberto, de origem italiana, e que trabalha na cozinha do Recipease, também fez questão de vir dizer olá e posar para a fotografia.

Já no workshop de comida de rua indiana éramos quatro alunos, o que mesmo assim deu para podermos contar com a atenção do chef para responder às constantes perguntas (era muito enérgico, entusiasmado e rápido a falar, bem à Jamie, e nem sempre era fácil acompanhar).
Fizemos um caril de vegetais, uma espetada de frango marinada em iogurte e especiarias, umas sanduíches recheadas com batata e ervilhas, envolvidas em polme e fritas - "bread pakoda", um lassi de manga, e ainda umas entradinhas amorosas recheadas, entre outras coisas, com um chutney de tâmaras e tamarindo que o chef fez no momento, extra workshop, e que era absolutamente delicioso.
Quero muito tentar fazer de novo estas receitas, ainda que haja um ou outro ingrediente que talvez não seja fácil encontrar (a minha aventura para encontrar as especiarias em Chinatown, seguindo o conselho do chef Dan, não foi lá muito bem sucedida). Por agora deixo-vos a focaccia, que à falta de rosmaninho cá em casa, foi feita na versão azeitona, cebola roxa e orégãos.
Para a massa segui a receita enviada (no momento do ws não temos a receita, esta é transmitida oralmente), mas ficou ligeiramente diferente, o que julgo dever-se às farinhas, que diferem bastante de país para país (a esse propósito, vale a pena ler este post). Quanto à questão do levedar/ não levedar, já enviei mail para o Recipease, para esclarecer essa dúvida, uma vez que pensava que a receita que me iria chegar não ia falar nessa etapa. Acabei por seguir o que tinha feito no workshop, ou seja, nesta primeira experiência também não deixei a massa levedar, ficando à espera apenas o tempo de preparar e colocar o topping.

Deixo-vos a receita e vou ali seleccionar as fotos para os próximos posts. Boa semana!

[Hoje era dia de wishlist, mas achei que a ida a Londres e a receita mereciam prioridade :)]











FOCACCIA DE AZEITONA E CEBOLA ROXA

325 g de farinha tipo 65 (strong bread flour)
150 g de farinha 55 (Italian “00” flour)
200 ml de água tépida
7 g de fermento de padeiro seco (ou 15 g fermento fresco)
1 pitada generosa de sal
150 ml de azeite extra virgem + algum para saltear a cebola
Cerca de 25 azeitonas descaroçadas
1 cebola roxa
1 dente de alho
Orégãos secos qb
Flor de sal (opcional)
Folhas de manjericão fresco para decorar (opcional)

Pré-aqueça o forno nos 200º.
Numa taça grande, combine as farinhas, a água, metade do azeite, o fermento e o sal.
Primeiro com um garfo e depois com as mãos, vá misturando, forme uma bola e depois, numa superfície de trabalho, amasse entre 5 a 10 minutos. Está pronta quando carregando na massa com a ponta do dedo, a massa rapidamente volta ao sítio. Reserve*. Entretanto, leve ao lume uma sertã com um fio de azeite, coloque a cebola partida em tiras e o alho picado. Deixe cozinhar bem, até a cebola ficar bem mole e translúcida.
Estenda a massa com as mãos formando um rectângulo com cerca de 1 cm (mínimo) de espessura. Passe para papel vegetal e coloque num tabuleiro de forno. Com o indicador faça covinhas na superfície de toda a massa. Barre com parte do azeite reservado, coloque por cima a cebolada e espalhe as azeitonas. Regue com mais um pouco de azeite e salpique com orégãos. Leve ao forno cerca de 20 minutos (no meu caso esteve mais alguns minutos, mas o meu forno anda um pouco imprevisível).
Sirva morna ou fria, salpicada com flor de sal e com uma tacinha de azeite e vinagre balsâmico ao lado. Pode decorar ainda com folhinhas de manjericão.

*Se tiver tempo e quiser fazer a massa levedar, coloque a bola de massa na taça e tape a massa com um pano de cozinha limpo, deixando assim cerca de 45 minutos ou até dobrar de volume. Depois, já com a massa estendida e pronta para ir ao forno, volte a tapar com o pano e deixe descansar mais cerca de 30 minutos. Se usar fermento fresco, dissolva-o na água tépida, antes de juntar esta aos restantes ingredientes.

Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #2

lume brando's wishlist #2


 



1- taças 'par avion' / 2 - copo bandeira japão / 3 - panela le creuset / 4 - quadro c/ lettering  / 5 - cadeira estilo industrial / 6 - livro de receitas Downton Abbey / 7 - placa de parede / 8 - tábua de sushi / 9 -bule chá / 10 - avental metro de Londres

Na lista de desejos de hoje, há um denominador comum: objectos que fazem da cozinha um ponto de partida e chegada de muitas e estimulantes aventuras. Viajar no tempo e no espaço, à boleia de cores, sabores e memórias.

Tartes rápidas para desejos súbitos.

















Apetece algo doce para o lanche mas não há tempo para bolos demorados?
Um jantar de última hora pede uma sobremesa rápida e bonita?
A resposta é tarte tatin, a nossa fiel aliada nestes momentos inesperados.